Abismos Abertos (2013)

by Inerte

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released May 30, 2013

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Inerte ES, Brazil

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Track Name: Saciamos a equivalência na colisão (Feat. Rafael Braz)
A noite enforca a luz do dia. Ades lança sobre os céus fragmentos de uma felicidade mercantil.
Centenas de anjos caídos balbuciam glórias e cantam mil aleluias à Ordem e ao Progresso que esmagam os teus sentidos. Não há indício de Deus!
Estrelas pálidas ao leste mergulham em seu destino escuro... sob a submissão inquieta à necessidade submissa...
Mas nós dançamos sobre os telhados rachados em mais um dia de verão...
...em mais um dia de verão em que o céu e o inferno é dentro de nós!
Track Name: Não há nomes, não há passado, não há futuro!
Tenho medo, agora que todos os insetos infiltrados em meu intestino arranham esta superfície que me rende. Meus poros, rasgados feito crateras em Saturno, bebem o apuros deste silêncio aborrecido. (Aqui dentro faz frio!)
Rabisco cada instante e em cada instante rabisco o mundo inteiro... quando o mundo inteiro se perde dentro do seu nome.
Minha precisão, exausta, de quando em quando traça um novo enredo... que eu mesmo desconheço. Das possibilidades só restaram os improvisos.
Prendo a respiração e reviro meus segredos; Para cada alívio, centenas de novos medos.
Track Name: Fluxo
Alta demanda por novas ilusões indispensáveis.
Produção compulsória de vontades sem face.
Mãos cansadas erguem mais uma bandeira em nome de leis próprias de mercado .
Mal sabem o que fazem, mas fazem!
A educação para passividade modela a percepção, limitando as potencialidades
Enquanto seus jornais cheios de nada miram nossas inquietações com suas verdades engatilhadas...
(caminhando sobre os trilhos do terror uniformizado...)
E quando a lei assalta os ideais de quem patrocina, o horário nobre diz o que devemos carregar em nossas bolsas e em nossas mentes.
Sob a mira perfeita de grandes corporações você assume uma versão empacotada de si mesmo. Respirar se torna um mero fato!
Track Name: Abismos abertos
Pés quebrados caminhando sobre promessas que desafinaram em todas as noites que estive aqui.
Por quantas vezes meus olhos famintos pela própria cura, distorceram formas a fim de denunciar uma nova linguagem?
Percorro cada palavra como se fosse uma perspectiva e até a última sílaba ninguém pode me parar.
Sorrindo ao avesso, suscito o tanger da lira de novos ardis. Mas a superfície firme onde deveria pisar engole meus pés.
Voraz...
Experimento mais um golpe de asas partidas e quando este coração berra, esta boca não sabe calar. Já não sabe calar!
Track Name: Pulsar
O grito estremece o holocausto. O dia amanhece e a boca, seca, emudece.De punhos fechados esmurro o espelho embaçado. Eu, mil pedaços.
Enquanto recolho os cacos, chamas acesas aquecem os impulsos asfixiados; À superfície tudo parece o outro lado: “Um abismo inflamado onde fermenta sempre o mesmo pensamento da noite anterior.”
Mil faces agora dançam sobre as cinzas de seus próprios cadáveres; Guilhotina, pescoço rasgado...
...e o sangue pútrido ferve a sede de seus próprios pecados.
Olhos nublados enxergam cor e estas tardes de chumbo já não desmancham esta sombra... ...que anda.
Track Name: Ácido e turvo
Com lábios contraídos, falei sobre estar são e sobre caminhar a passos firmes.
Falei sobre a plenitude de uma consciência em paz consigo mesma...
...e se hoje isso não tem o mesmo valor?
Não tem o mesmo valor!
Amputei os membros doentes, mas novas úlceras eclodiram em meu corpo...
...como manifestação de uma vontade de desarticulação de minhas próprias iniciativas.
Nessas horas tão desleais em que escrevo para este capítulo um fim que hoje eu mesmo desconheço, a beleza turva desse acaso me seduz.
Então, há razão pra ficar excitado?
É que estes olhos corroídos já não enxergam a prodigalidade desse espírito que não se curva ante nada.
Ou não se curva mais?